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Imagem retirada daqui |
Ainda que a maternidade seja algo
comum à sociedade e, anualmente, muitas mulheres tornam-se mães, paralelamente,
vemos também uma evolução da mulher no mercado de trabalho, seja predominando,
seja ocupando cargos estratégicos ou até mesmo desenvolvendo atividades bem
específicas. Mas o que quero dizer com isso?
Nas minhas experiências profissionais,
atuei com processos de Recrutamento e Seleção de candidatos para diversas
oportunidades e, ainda na minha licença maternidade, já havíamos decidido que
eu iria sair do mercado de trabalho quando Milena recebesse alta, visto que,
durante esse período, foi praticamente todo com ela ainda na maternidade.
Quando ela completou três anos, resolvi “testar” minha empregabilidade e enviar
currículo para uma oportunidade que me chamou atenção. Para quem estava “fora
do mercado”, tive o currículo selecionado: boa tentativa! Era uma grande
seleção com várias candidatas e a primeira etapa haveria dinâmica de grupo. Naquele momento, eu passei para o “outro lado
da mesa” e, além de profissional, como mãe.
Inicialmente, tinha que se
apresentar, falando um pouco de si. Bastou a primeira candidata falar seu nome
e que tinha filhos, logo, ela enfatizou “eu tenho com quem deixar meus filhos,
viu?”. Pronto! Todas as candidatas seguintes se apresentavam falando seu nome e
reforçavam “eu também tenho com quem deixar meus filhos”, “eu sempre trabalhei
fora e também tenho com quem deixar meus filhos” e por aí, foi. Naquela
seleção, havia, aproximadamente, vinte candidatas (mulheres na maioria) que,
talvez, com receio de não serem aprovadas, tornaram dessas frases, “clichês”, e
como uma defesa para conquistar aquela oportunidade, já que, conciliar filhos e
carreira, não é tarefa fácil.
No entanto, em meio a tais frases
que a maioria das candidatas citou, também me chamou atenção, no término do
processo, o gerente de RH da empresa (que também estava avaliando os perfis),
ter informado que desconhecia essa insegurança das mulheres em relação a ter
com quem deixar os filhos para trabalharem.
Ele se manifestou educadamente e ressaltou que ele valorizava quem tinha
a família como grande projeto, mas fiquei um pouco surpresa, pois pela posição
dele e tantas informações acerca de mulheres e mercado de trabalho (mesmo com
todas as evoluções sociais), acredito que isso não deveria ser novidade.
Em outra oportunidade que decidi
também participar do processo seletivo, fui em várias etapas e, em uma das
entrevistas finais, a entrevistadora me questionou muito se eu teria com quem
deixar minha filha, caso eu fosse aprovada. Ainda que eu achasse que eu estava
segura de minhas respostas, parecia não convencê-la. Logo, me questionou, “e se
você precisar fazer hora extra?”, “nos finais de semana, geralmente
trabalhamos, como vai ser pra você deixá-la?”, “e quando isso ...e quando
aquilo”. Foram tantas perguntas sobre isso, que quase não fui questionada sobre
minhas competências e minhas experiências profissionais.
De qualquer forma, combinei
comigo mesma que, caso eu não fosse aprovada em algum desses processos
seletivos, eu iria esperar mais um tempinho e que, talvez, ainda não fosse o
momento adequado pra eu retornar ao mercado de trabalho. E foi isso que
aconteceu...naquele momento, acredito que foi o melhor pra nós!
Mesmo com toda evolução existente
no mercado de trabalho, há, ainda, situações como essas que geram certa
insegurança na conquista da oportunidade profissional (principalmente quando
está mudando de empresa). Portanto, um adequado planejamento sobre como será o
retorno ao trabalho, com quem ou onde irá deixar seu filho enquanto trabalham,
é fundamental. Para quem tem familiares próximos, uma opção é deixar a criança
com eles (caso tenham disponibilidade) ou contratar uma babá para ficar lá
cuidando da criança. Para quem preferir, matricular a criança em alguma creche
de sua escolha pode ser outra alternativa.
Por outro lado, há muitas mães que
preferem tentar outras oportunidades e mudam de área em busca de horários flexíveis
para conciliar vida profissional e filhos da melhor forma, conforme postei
sobre isso aqui.
O importante é que a família esteja em sintonia com a decisão escolhida.
Abraços,
Larissa Andrade.
com certeza acho que a escolha tem que vim
ResponderExcluirda família, também me surpreendeu o gerente do Rh
eu trabalhei durante a primeira gestação e depois que tive
minha filha dez anos depois com a segunda fiz diferente mais
foi uma escolha da família
Linda Noite!
Beijinhos da Nanda
Mamãe de Duas
Oi Nanda!
ExcluirRealmente, é muito importante que a família esteja de acordo com a decisão tomada, assim, o filho sente que todos estão em sintonia.
Beijos,
Larissa Andrade.
Oi Larissa,
ResponderExcluirEsse é um assunto muito pessoal de cada familia mesmo. O mais importante mesmo é a família estar de acordo com qualquer decisão da mãe.
Adorei o post.
Beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com.br/
Oi Chris!
ResponderExcluirAcredito que cada família conhece suas necessidades e identifica o que é melhor nesse momento de retomar ou não a carreira da mãe. É melhor ainda quando todos estão de acordo, favorecendo o equilíbrio na família.
Beijos,
Larissa Andrade.
Poxa Larissa, estava precisando de um texto desse! E realmente é uma questão pessoal, e a família deveria apoiar sim, em qualquer que seja a decisão!
ResponderExcluirBjsss
http://agoraeuquerosermae.blogspot.com.br/
Oi Dani!
ExcluirCada família conhece suas necessidades e pode identificar o que é melhor a ser feito quando se trata da educação e criação de filhos. Um bom planejamento e compreensão são itens importantes para que haja apoio e sintonia. Feliz que tenhas gostado do texto!
Bjos pra vc e baby,
Larissa Andrade.