Doação de frascos para armazenar leite materno



Na minha fase de amamentação descobri a importância do frasco que armazena o leite materno, pois eu precisava retirar o leite para Milena que, inicialmente, tomava através da sonda e, até o momento que, de fato, ela teve o estimulo à sucção.  Era uma rotina diária e, quem é mãe de prematuro, bem sabe como é! 

Com o tempo, o meu leite foi diminuindo e não vivenciei a tão sonhada fase e, consequente, também não iria conseguir doar leite materno. No entanto, pensei em quê poderia contribuir com outros bebês prematuros (ou não) e outras mamães e, visto que eu não poderia doar leite materno, que tal se eu doasse os frascos para armazenamento de leite materno? Foi o que fiz, pois lembro que, mesmo em maternidade particular, havia momentos que não tinha frascos, seja porque algumas mães retiravam bastante quantidade e precisavam de mais frascos ou outras mães que, ao receber alta, não retornavam para fazer a devolução ou ainda devido a demanda de leites maternos armazenados.

Bom, mas de lá pra cá, junto alguns frascos e, pelo menos, uma vez ao ano, faço a doação. Esta semana, doei alguns novamente. Ainda que seja uma simples ação, sei que, de certa forma, agrega ao Banco de Leite que contribui com mães e bebês na fase da amamentação.

Como dica para quem quiser doá-los, eles precisam ser esterilizáveis, de vidro e com tampa plástica, como os de café solúvel ou maionese. Para fazer a doação, procure o Banco de Leite Humano e, o melhor, a coleta é feita em casa. Caso você tenha leite materno para doar, melhor ainda! Quando o estoque de frascos para armazenamento de leite está em baixa, algumas maternidades e/ou bancos de leite realizam campanha para arrecadá-los.

Para facilitar, no link abaixo, há uma relação de bancos de leite de vários estados com os respectivos contatos:


Doe frascos!

Abraços, 

Larissa Andrade.

Dar colo ao bebê vicia e é muito bom!



Quem nunca escutou “se você der muito colo ao seu bebê, irá mimá-lo”, “se seu bebê ficar direto no colo, vai ficar mal acostumado”, “isso é manha”, e por aí vai?... Quando somos mães e pais de primeira viagem, chegamos até a duvidar se realmente temos que dar tanto colo, é bem assim por aí?

Mas na verdade, logo que o bebê nasce é tudo novo para ele e, claro, para os pais também. Especialmente nos primeiros meses porque é um ser que, recentemente, saiu de dentro do útero, então é natural que o colo oferecido a ele seja essencial e super saudável, um aconchego! Afinal, quem não gosta de um colo?

É compreensível que, em alguns momentos, há outras tarefas (da mãe) que não podem ser deixadas de lado e o bebê está querendo colinho, porém, se ele está pedindo colo, dê! A sugestão é tentar se planejar e, em momentos que o bebê estiver dormindo, procurar adiantar alguns afazeres (inclusive pensando no dia seguinte). Contar com a ajuda do marido ou de alguém, faz toda a diferença! Mas nem sempre há a ajuda e, nesses casos, o carrinho, bebê conforto, sling (até postei aqui) e brinquedinhos podem contribuir. O sling pode ser um grande aliado, pois as mãos da mãe ficam livres e é possível fazer outras coisas e deixar o bebê no colo, mas o importante é verificar se ele é seguro e se mãe e filho estão confortáveis.

Resolvi escrever este post, pois em contato com outras mães, vi que a dúvida sobre dar ou não o colo era comum. É claro que nos meses iniciais, tende a ser mesmo cansativo, mas sei que o cansaço parece ir embora quando se olha para aquele lindo ser que foi gerado com muito amor e, isso, com o tempo, contribui para fortalecer mais e mais o vinculo entre mãe e filho.

Ao oferecer colo, só traz benefícios e, o melhor, é um momento que pode ser aproveitado para brincar, conversar, olhar, estimular o bebê. O contato, o toque, calor humano, carinho e tudo o que envolve o afeto é muito bom, por isso, vicia, mas é um vício saudável e cheio de benefícios. Até nós, adultos, que, de certa forma, conseguimos controlar mais nossas emoções, quando estamos em algumas situações difíceis, sentimos a necessidade de um colo, de um abraço, de um toque (até ligação pra mãe, vale! rsrsrs), não é?! Imaginem um bebê pequenininho, se desenvolvendo, se descobrindo?

Quando o bebê começa a andar e quer ficar mais livre ou quando vão crescendo...somos nós que sentimos falta, mas mesmo assim a gente agarra, beija, cheira, né?! Rsrs

Amor e carinho são essenciais no desenvolvimento do ser humano! Todos nós gostamos!
Abraços,
Larissa Andrade.

Mães e o Mercado de Trabalho



Imagem retirada daqui

Ainda que a maternidade seja algo comum à sociedade e, anualmente, muitas mulheres tornam-se mães, paralelamente, vemos também uma evolução da mulher no mercado de trabalho, seja predominando, seja ocupando cargos estratégicos ou até mesmo desenvolvendo atividades bem específicas. Mas o que quero dizer com isso?

Nas minhas experiências profissionais, atuei com processos de Recrutamento e Seleção de candidatos para diversas oportunidades e, ainda na minha licença maternidade, já havíamos decidido que eu iria sair do mercado de trabalho quando Milena recebesse alta, visto que, durante esse período, foi praticamente todo com ela ainda na maternidade. Quando ela completou três anos, resolvi “testar” minha empregabilidade e enviar currículo para uma oportunidade que me chamou atenção. Para quem estava “fora do mercado”, tive o currículo selecionado: boa tentativa! Era uma grande seleção com várias candidatas e a primeira etapa haveria dinâmica de grupo.  Naquele momento, eu passei para o “outro lado da mesa” e, além de profissional, como mãe. 

Inicialmente, tinha que se apresentar, falando um pouco de si. Bastou a primeira candidata falar seu nome e que tinha filhos, logo, ela enfatizou “eu tenho com quem deixar meus filhos, viu?”. Pronto! Todas as candidatas seguintes se apresentavam falando seu nome e reforçavam “eu também tenho com quem deixar meus filhos”, “eu sempre trabalhei fora e também tenho com quem deixar meus filhos” e por aí, foi. Naquela seleção, havia, aproximadamente, vinte candidatas (mulheres na maioria) que, talvez, com receio de não serem aprovadas, tornaram dessas frases, “clichês”, e como uma defesa para conquistar aquela oportunidade, já que, conciliar filhos e carreira, não é tarefa fácil. 

No entanto, em meio a tais frases que a maioria das candidatas citou, também me chamou atenção, no término do processo, o gerente de RH da empresa (que também estava avaliando os perfis), ter informado que desconhecia essa insegurança das mulheres em relação a ter com quem deixar os filhos para trabalharem.  Ele se manifestou educadamente e ressaltou que ele valorizava quem tinha a família como grande projeto, mas fiquei um pouco surpresa, pois pela posição dele e tantas informações acerca de mulheres e mercado de trabalho (mesmo com todas as evoluções sociais), acredito que isso não deveria ser novidade. 

Em outra oportunidade que decidi também participar do processo seletivo, fui em várias etapas e, em uma das entrevistas finais, a entrevistadora me questionou muito se eu teria com quem deixar minha filha, caso eu fosse aprovada. Ainda que eu achasse que eu estava segura de minhas respostas, parecia não convencê-la. Logo, me questionou, “e se você precisar fazer hora extra?”, “nos finais de semana, geralmente trabalhamos, como vai ser pra você deixá-la?”, “e quando isso ...e quando aquilo”. Foram tantas perguntas sobre isso, que quase não fui questionada sobre minhas competências e minhas experiências profissionais. 

De qualquer forma, combinei comigo mesma que, caso eu não fosse aprovada em algum desses processos seletivos, eu iria esperar mais um tempinho e que, talvez, ainda não fosse o momento adequado pra eu retornar ao mercado de trabalho. E foi isso que aconteceu...naquele momento, acredito que foi o melhor pra nós!

Mesmo com toda evolução existente no mercado de trabalho, há, ainda, situações como essas que geram certa insegurança na conquista da oportunidade profissional (principalmente quando está mudando de empresa). Portanto, um adequado planejamento sobre como será o retorno ao trabalho, com quem ou onde irá deixar seu filho enquanto trabalham, é fundamental. Para quem tem familiares próximos, uma opção é deixar a criança com eles (caso tenham disponibilidade) ou contratar uma babá para ficar lá cuidando da criança. Para quem preferir, matricular a criança em alguma creche de sua escolha pode ser outra alternativa. 

Por outro lado, há muitas mães que preferem tentar outras oportunidades e mudam de área em busca de horários flexíveis para conciliar vida profissional e filhos da melhor forma, conforme postei sobre isso aqui. O importante é que a família esteja em sintonia com a decisão escolhida.
Abraços,

Larissa Andrade.

Ensinando gratidão aos filhos



Imagem retirada daqui

Não acontece com todas as pessoas, mas já repararam que, algumas vezes, deixamos passar despercebido um elogio ou algum comentário bacana e nem agradecemos? Pois é, acontece!  Seja de algum acessório nosso que alguém comenta sobre o quão está “show” e logo dizemos: “menina, mas é tão antigo”, “estou usando por falta de opção”, “não estou linda como você diz, tô com cara de cansada” e por aí vai. E o agradecimento que é bom, nada! Parece até simples, mas quem sabe que, através de simplicidades como essas, possamos nos sentir mais de bem com a vida. =) 

Eu, particularmente, gosto de agradecer ao que a mim é proporcionado e, por aqui, nos dedicamos a ensinar que Milena seja assim também (ainda que criança tenha lá suas vontades e momentos rsrs).

Confesso que já melhorei bastante em como lidar caso não me agradecessem por algo (que se fizesse necessário). Algum tempo atrás, trabalhei em uma empresa que, dificilmente, as pessoas agradeciam às outras, mesmo que fosse algo que fizesse parte das responsabilidades e obrigações de alguém...(não vejo problemas em agradecer mesmo em obrigações). Isso acontecia principalmente na troca de e-mails para tratar de assuntos, claro, estritamente profissionais, pra mim, era uma troca “fria” de e-mails. O detalhe era que nem agradecimentos, nem cumprimentos...iam direto ao ponto: “Fazer”, “Entregar”, “Providenciar”, “Cobrar, cobrar e cobrar”...enfim! Sem querer ser dramática, mas me incomodava, era como se o meu perfil não fosse compatível ao da organização.

Uma vez, comentando com uma colega do mesmo setor, ela disse que compreendia esse meu jeito, mas pediu que eu relevasse, afinal nem todos são iguais. Sabia que ela estava certa, mas sempre pensei que o mundo pode sim ser melhor com pequenos e valiosos gestos, como o agradecimento. Valorizar o que o outro faz (mesmo que seja um dever ou responsabilidade), respeitar e ter consideração alheia, faz bem pra qualquer pessoa. 

Que tal agradecer alguém que, do lado de fora, segura a porta do elevador para você passar com o carrinho do bebê? Ou quando você está segurando sacolas e a mão de seu filho e algo seu cai no chão, alguém corre e vem lhe ajudar?

Até mesmo em casa, quando fazemos algo para nossos filhos, é importante que possamos ensiná-los, na hora, a agradecer, seja ao papai, mamãe, babá ou qualquer pessoa. Assim, as crianças aprendem que, quando são ajudadas, o agradecimento é essencial. Simples assim! 

Além da gratidão, nós, pais, podemos ensinar e transmitir, inclusive através de nossas ações, tantos outros bons modos. Isso resultará em crianças e futuros adultos educados. 
Abraços, 

Larissa Andrade.
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