Se tem algo que acho lindo é a
inocência de uma criança, seu jeitinho, sua maneira de construir ideias,
sua maneira de brincar, seu jeito de falar e tantas outras coisas, como também,
a solidariedade entre crianças.
Um desses dias, presenciei uma simples cena que um garotinho,
da mesma escolinha de minha filha, na hora da saída, estava chorando, pois seus
pais ainda não haviam chegado para lhe buscar e seus coleguinhas de turma, por volta de 04 a 05 anos, estavam ao seu redor, compartilhando
aquele momento, como se o consolassem...uns olhavam, outros ficavam perguntando
o motivo que ele estava chorando, deram até água para ele tomar e, um deles, ao
ver uma mãe chegando na escola, pegou no braço dela e falou: “vem tia, que o
“coleguinha”...e ela, ao entender a situação, logo respondeu carinhosamente que
não era a mãe dele, mas apontou o pai dele que já havia chegado para buscá-lo.
Ao lado dele, estiveram até que
parasse de chorar e, logo, ficou animado e voltou a brincar com os coleguinhas
dele antes dele ir embora.
É claro que criança é curiosa
mesmo, vê outra chorando, fica olhando, quer saber o motivo... mas o que quero
dizer é que da maneira deles, eles estavam ali “consolando” o coleguinha. É bem
provável que se assim são na infância, poderão tornar-se adultos prestativos,
companheiros e que se importam com o bem-estar do outro. A família é a principal
provedora deste ensinamento. Cabe a nós, pais e/ou cuidadores, estarmos
reforçando para que a criança aprenda o que a ela e ao outro fará bem e os
resultados serão vistos ainda na infância e, claro, na vida adulta.
Obs.: O garotinho que estava chorando já estuda na escolinha um pouco
mais tempo que minha filha. Ainda que estivesse chorando, seus pais não estavam
atrasados para buscá-lo. É apenas um bom menino que, assim como ela, não entende
e não curte a rotatividade de “tias” por lá. Escutei do pai dele que, com a
troca da professora, ele não quer ir à escola e nem está tão participativo
(como era), inclusive, na hora de fazer as atividades em casa. Ele já estava
acostumado com o ambiente e gostava muito de lá...
Abraços,
Larissa Andrade.




