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Imagem retirada daqui |
Antes de sermos mães, tenho quase
certeza que muitas de nós já palpitamos na criação dos filhos de outras pessoas,
mas bem provável que não tínhamos ideia se estávamos sendo inconvenientes, e
sim, achando que estávamos dando boas dicas para uma recém – mãe.
Já fiz este post aqui no blog falando sobre
essas teorias prontas da maternidade que temos antes de termos nossos filhos.
Afinal, falar é fácil, difícil é colocar as coisas em prática. Algumas dão
certo, outras, nem tanto, mas pra muitas coisas, a gente acaba mesmo é pagando
nossa língua.
Aquela antiga afirmação “com meu
filho não vou fazer isso ou aquilo”, é bom ter cuidado, porque quando menos
esperamos, estamos fazendo o que nem imaginávamos que faríamos.
Se é que tem peso diferente, não
é somente mulher que ainda não tem filhos que palpita sobre a criação e
educação alheia. Muitas mães palpitam e muito sobre as outras mães, mas não é
somente dando dicas bacanas, compartilhando experiências e tal. Tem muita
crítica nem um pouco construtiva sobre as outras. Como se já não fosse suficiente aquela
culpinha básica que de vez em quando aparece pras mães, ainda tem algumas que
gostam de atiçar.
A vida não é feita somente de
elogios. Críticas sempre são bem-vindas, desde que saibamos fazê-las. Lembre-se
“não é exatamente o que falamos, mas como falamos faz toda a diferença”.
Com a liberdade de expressão que
as redes sociais nos proporciona, é cada vez mais comum colocarmos nossas
opiniões sobre tudo e, claro, sobre maternidade. No entanto, não há filtro. Muitas pessoas
(inclusive mães) criticam de tal forma sobre a criação alheia, que gera
polêmica e coloca outras mães e suas próprias crianças em uma “competição
desnecessária”. É um tal de tem que ser isso ou aquilo, não pode isso ou aquilo.
Resulta que a maioria de nós, mães, fica suscetível a julgamentos fortes.
Se há, de fato, amor materno, não
existe “menos mãe”. Erramos sim, mas querendo acertar no que for melhor para
nossos filhos. Não é o tipo de parto que dirá se você será uma boa mãe. Não é
se você retorna ou não ao trabalho que fará você melhor que outras mães. Não é
se você ofereceu leite materno exclusivamente o máximo de tempo que te fará
melhor que outras mães. Enfim... colocar-se no lugar de outra mãe é o ponto
principal, mas pouco feito. Não precisa fazer igual caso não concorde com a
maneira que outras mães criam seus filhos, mas ter respeito e compreensão é
fundamental. Ainda com tantos julgamentos por aí, o amor de mãe tem como
objetivo zelar, orientar, criar, educar, proteger, amar e tantas coisas que são
comuns às mães. Não podemos deixar que julgamentos à toa possam sobressair a
isso.
Nem todas as famílias vivem da
mesma forma e cada uma sabe o que é melhor pra si. Assim como tudo, a vida é
feita de escolhas e, com a maternidade, não seria diferente.
Inspire-se em mães que você
admira tanto na vida real como na vida virtual. E as mães que você não se
identifica, não julgue-as fortemente. Lembre-se que críticas construtivas são
sempre bem-vindas, saiba como fazê-las.
A nós, mães: Menos julgamentos e
mais amor, por favor! “Tamu juntas”...
Abraços,
Larissa Andrade.