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Imagem retirada daqui |
O título do post remete à
pergunta bem conhecida “onde foi que eu errei?”, porém, propositalmente, oposto.
Nem tudo na vida são flores. Como sempre me expresso aqui sobre o quanto educar
filhos é um desafio que não é fácil, reforço que há momentos que nossos cabelos
ficam em pé em ter que conciliar nossas vidas de mãe/pai com a de nossos filhos
em busca de um equilíbrio e, claro, visando um futuro melhor pra eles e para os
adultos que serão.
Temos a tendência em ver primeiro
os erros, sejam nossos ou de outros pais, mas nem sempre temos a capacidade
para nos colocarmos no lugar do outro e refletir sobre o porquê de certas ações e comportamentos e quando o assunto é filhos, esses julgamentos ficam bem nítidos.
Um exemplo bem comum é quando
vemos que nossos filhos estão fazendo mais birras que outras crianças; se estão
se alimentando menos; se a rotina está desorganizada; se não está aprendendo na
escola, se não está se comportando direitinho, enfim... são diversas
situações. Na maioria das vezes, bate
aquela sensação de não estarmos fazendo algo direito e a emoção fica à flor da
pele, pois já que é com nossos filhos, aí vem a clássica pergunta “onde foi que
eu errei?”.
Até com nossos pais, existe a
tendência de vermos o quê eles erraram conosco, do quê fizeram em nossa
infância que, nós, pais, hoje, faríamos diferente ... Pode até ser que eles tenham
errado, mas quem sabe se pudéssemos, antes, procurar entender o que os levou a
agir, a nos ensinar, a nos permitir viver certas experiências? Quem sabe se
assim possamos repensar e ver que eles nem erraram, mas que essas vivências foram
necessárias e que fizeram o melhor por nós.
Isso se estende não somente na
nossa casa, mas o nosso lado “cri cri”, vai lá e vê alguma situação que achamos inadequado o comportamento de uma criança e logo afirmamos em alto e
bom som que é culpa dos pais, foram eles que erraram. Não que não possamos
aprender com nossos erros e de outras pessoas, pelo contrário, isso até
favorece pra que sejamos pessoas melhores, mas, claro, dependendo de como
avaliamos e julgamos certas ocasiões e qual o proveito saudável tiramos daquilo
e sem criticar por não saber ao certo o porquê das coisas.
Quando o assunto é filhos, a
gente sempre tende a ver o que não estamos fazendo direito e colocamos a culpa
à frente e isso até não favorece para buscarmos melhorias enquanto pais. Por aqui, tenho me esforçado para ver também minhas conquistas maternas =).
Sendo assim, que tal ver as
coisas relacionadas com a “criação e educação” de nossos filhos e de outras
crianças sob uma perspectiva melhor? Com menos julgamentos e mais inspirações!
Sabe quando encontramos com
pessoas que convivemos um tempo desses e quando a reencontramos vemos o quanto
continua educada, inteligente e respeitosa, em especial, aos seus pais? Em
alguns casos, até sabemos que não são somente aparências, mas que, sim, essas
pessoas são assim...são o que aparentam mesmo, inclusive junto aos seus pais
que tanto fizeram por eles, enquanto filhos.
E aí me questiono, onde foi que
esses pais acertaram? Para que eu possa, ou melhor, possamos ir no mesmo
caminho. Eles inspiram!
Sei que os tempos de hoje são
diferentes do tempo de nossos e de outros pais “inspiradores”. A correria
do dia a dia já existia, mas não era tão intensa assim. Muita coisa mudou, muita coisa evoluiu e veio
pra facilitar nossos dias e, em paralelo a tudo isso, não posso deixar de citar
os valores...ah, os valores, o respeito aos pais, ao outro...acredito que
também mudou, mas muito deles ainda existe em muitos lares e famílias, isso sim
merece ser cultivado pra que os bons valores permaneçam e, se mudarem, que
mudem pra melhor. Quem sabe se não foram estes valores que fizeram esses pais
acertarem?
E você? Onde acha que está
acertando junto aos filhos?
Abraços,
Larissa Andrade.