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Já fiz este post aqui que
tem relação com este texto. Nele, eu me refiro a pequenos hábitos do dia a dia que
podem influenciar positivamente no que queremos para nossos filhos. Afinal, as
crianças aprendem pelo que ensinamos verbalmente a elas, mas aprendem mais
ainda, com o que elas nos veem fazendo. Somos espelhos para nossos filhos.
Educar não é tarefa fácil, muitas
vezes o nosso cansaço, a correria que vivemos pode se sobressair e acabamos não
dando a devida atenção aos nossos filhos. É difícil conciliar rotina do dia a
dia com a educação a eles, mas claro, não é impossível. Tem que haver
dedicação e reciprocidade, principalmente, do casal...e, o principal, encontrar
um equilíbrio.
Acredito que na minha ou na sua
casa, é notável quando a criança age de alguma maneira que faz com que a gente
pense “tem algo aí, não é assim”. Na maioria das vezes, é assim que nós, pais,
estamos agindo. É apenas reflexo.
No livro “Quem Ama Educa”, do
memorável Içami Tiba, há uma parte, em um dos capítulos (ainda que esteja se
referindo a outra questão), que transmite o que quero passar aqui e diz o seguinte:
“Se a expressão do filho mudou de repente, isso significa que você fez algo que
o atingiu, embora essa talvez não fosse sua intenção”.
Essa frase, quando se refere ao
“embora não fosse sua intenção”, nos alivia de uma possível culpa que está
relacionada quando pensamos no porquê estamos agindo dessa ou de outra maneira
na frente de nossos filhos e, muitas vezes, neles “descontamos”, seja através
de um “não” mais fervoroso ou seja até mesmo da falta de oferecer atenção e
dedicar mais tempo presente com eles. Dependendo da intensidade, muitas vezes,
nem nos damos conta, nem percebemos, afinal, pai e mãe querem sempre o melhor e
tem o verdadeiro amor incondicional.
Em muitas situações, já repararam
que a gente até afirma que é a criança que está com determinado
problema/comportamento estranho e foca-se nisso, mas o que poderia também ser
avaliado é o comportamento dos pais.
No entanto, quando o nosso coração
nos mostra e nos faz sentir que algo precisa de atenção e dedicação e que isso
se chama filhos e o comportamento apresentado por eles confirma tudo isso, é
hora de tentar mudar essa situação.
* Antes de exigirmos um
comportamento adequado da criança, precisamos ver como estamos transmitindo
ensinamentos a ela, não somente pela nossa fala, mas pelas nossas ações no dia
a dia.
* Pode ser um momento de
desacelerar na correria do cotidiano, porém, nem sempre é possível, né? Muitas
vezes, a demanda está grande no trabalho, os prazos estão curtos e muitos
projetos para serem entregues...e, ao chegar em casa, a vontade é de se jogar
nem que seja no sofá e não fazer nada, quem nunca? rsrs.... Nesse caso,
conversar com o companheiro (a) para equilibrar as tarefas da casa e, mesmo com
cansaço, dedicar um tempinho com a criança é essencial.
* Organizar a rotina (independente
se trabalha fora ou não) facilita muito nas tarefas diárias. Isso é algo que
sempre conversamos por aqui, pois há sempre algo a mudar pra favorecer para
todos os lados. Nem sempre é possível, mas flexibilizar certas coisas do
cotidiano, tende contribuir para o bem estar da família. Este é um ponto de
prioridade por aqui, pois algumas coisas estão precisando ser organizadas e com
nova rotina.
Há ainda fases que vivemos que
não são tão fáceis e, diante de algumas situações, podemos até não saber como
lidar e isso pode interferir em diversos âmbitos de nossas vidas, inclusive no
nosso trato com os próprios filhos e eles não tem culpa de nossos problemas. Assim,
buscar ajuda com algum profissional pode ser uma opção para ver as coisas sob
uma nova perspectiva.
Por aqui, temos observado
bastante o comportamento de Milena e o nosso. Há muito o que desenvolver,
primeiramente, em nós para transmitir mais leveza e favorecer uma criação
saudável e tantas outras coisas.
E por aí, já notaram algum comportamento da
criança que foi reflexo do que vocês apenas fizeram na frente dela?
Abraços,
Larissa Andrade.